Câncer renal: sinais de alerta e a importância do diagnóstico precoce
26/06/2026
(Foto: Reprodução) Exames de imagem, como a ultrassonografia abdominal, são fundamentais para identificar alterações nos rins antes que os sintomas apareçam
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O câncer renal é um dos tipos de tumor que mais surpreende: na maioria das vezes, não dá sinais nas fases iniciais. Muitos casos são descobertos por acaso, durante exames de imagem feitos por outros motivos. É justamente por isso que o acompanhamento médico regular e a atenção ao próprio corpo fazem toda a diferença.
No Brasil, o câncer de rim acomete homens e mulheres, mas é mais frequente no sexo masculino. A doença pode afetar qualquer pessoa e conhecer os fatores de risco e os sinais de alerta é o primeiro passo para agir a tempo.
Uma doença silenciosa, mas não invisível
A oncologista Dra. Lília Freitas (CRM-MG 74740) explica que, apesar do silêncio nos estágios iniciais, alguns sinais merecem atenção: "Presença de sangue na urina, dor persistente na região lombar ou no flanco, aparecimento de uma massa abdominal palpável, perda de peso sem causa aparente, fadiga intensa e anemia. Em estágios mais avançados, também podem ocorrer febre persistente e hipertensão arterial de difícil controle."
Esses sinais, especialmente quando persistem por mais de três semanas, não devem ser ignorados. A automedicação e a postergação da consulta médica são os maiores obstáculos para um diagnóstico precoce.
Por que descobrir cedo muda tudo
O impacto do diagnóstico precoce no câncer renal é direto e significativo. A Dra. Lília Freitas é clara: "Quando o tumor está restrito ao rim, o tratamento cirúrgico pode ser realizado com intenção curativa, preservando, sempre que possível, a função renal. Já nos casos diagnosticados tardiamente, quando há disseminação da doença para outros órgãos, o tratamento torna-se mais complexo, envolvendo terapias sistêmicas, como imunoterapia e terapias-alvo."
"Reconhecer os sinais de alerta e realizar acompanhamento médico regular são medidas fundamentais para um diagnóstico oportuno", reforça a especialista.
Acompanhamento médico regular é fundamental para identificar fatores de risco e garantir um diagnóstico precoce
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Quais são os fatores de risco
Nem todo mundo tem o mesmo risco de desenvolver câncer renal. A Dra. Lília Freitas lista os principais fatores: "Tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, doença renal crônica, uso prolongado e inadequado de alguns medicamentos analgésicos e história familiar da doença, especialmente em síndromes genéticas hereditárias associadas ao câncer renal."
Conhecer esses fatores ajuda a identificar quem precisa de acompanhamento mais próximo e com qual frequência realizar exames.
Como se prevenir e cuidar dos rins
Embora não exista um rastreamento populacional recomendado para todas as pessoas, há medidas concretas que reduzem o risco. A Dra. Lília Freitas orienta: "É importante evitar o tabagismo, manter o peso adequado, praticar atividade física regularmente, controlar a pressão arterial e doenças como diabetes, além de adotar hábitos alimentares saudáveis."
Uma alimentação equilibrada, com menos ultraprocessados e mais frutas, legumes e verduras, também contribui para a saúde renal. A hidratação adequada com consumo suficiente de água ao longo do dia é igualmente importante para o bom funcionamento dos rins.
Alimentação equilibrada, hidratação adequada e prática de atividade física são aliadas da saúde renal
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Quem tem histórico familiar deve redobrar a atenção
Para pessoas com fatores de risco importantes ou histórico familiar significativo, a avaliação médica periódica é ainda mais essencial. A Dra. Lília Freitas explica: "A avaliação médica periódica é essencial para definir a necessidade de exames e acompanhamento individualizado. Cuidar da saúde renal é também cuidar da saúde como um todo."
Exames como a ultrassonografia abdominal podem identificar alterações nos rins antes mesmo de qualquer sintoma aparecer, e são parte importante do check-up de rotina para quem tem fatores de risco.
Procure um médico
Se você se identificou com algum fator de risco ou percebeu qualquer um dos sinais descritos nesta matéria, não adie a consulta. A Dra. Lília Freitas resume bem a mensagem: "Consultas regulares com o médico permitem identificar fatores de risco precocemente e orientar estratégias adequadas de prevenção e diagnóstico."
Unidades de saúde do SUS na Zona da Mata Mineira realizam triagens e encaminhamentos para especialistas. O posto de saúde mais próximo pode ser o ponto de partida para cuidar da saúde dos seus rins e da sua saúde como um todo.
⚠ ️ Esta matéria tem caráter informativo e faz parte do projeto Viva Bem, do G1 Zona da Mata. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico.
Responsável Técnico: Olamir Rossini Junior – CRM MG 29797S