Grupo criminoso ligado a dono de academia investigado por tráfico de drogas movimentou R$ 4,5 milhões em 6 meses

  • 08/10/2026
(Foto: Reprodução)
Operação contra tráfico internacional e fraude com fertilizantes movimentam região O grupo criminoso ligado ao dono de uma academia de Nova Ponte, no Triângulo Mineiro, investigado por tráfico transnacional de drogas e lavagem de dinheiro, movimentou aproximadamente R$ 4,5 milhões em apenas seis meses, segundo a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (Ficco/MG). A movimentação foi identificada por meio da análise de comprovantes bancários e ocorreu entre maio e outubro de 2025. A operação foi desencadeada a partir da prisão de Cristhian Thomas Vieira, conhecido como "Tio Doni", em novembro de 2025, em Uberlândia. Segundo a Ficco, a academia, que foi alvo da operação Dinheiro Suado na quarta-feira (7), pertence ao investigado em sociedade com o sogro e seria utilizada para lavagem de dinheiro. 🔎 O tráfico transnacional de drogas ocorre quando a atividade criminosa envolve dois ou mais países, como nos casos em que entorpecentes são transportados do exterior para o Brasil ou passam pelo território brasileiro com destino a outros locais. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp A ação, segundo a Ficco, busca desarticular a organização criminosa. Ao todo, 13 mandados judiciais foram cumpridos em endereços ligados aos investigados em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo. Conforme a Ficco, o grupo possuía uma estrutura dividida em diferentes núcleos. Um deles era responsável pela logística do tráfico, incluindo a articulação dos meios de transporte e a distribuição das cargas. Outro atuava na área financeira e patrimonial, com a movimentação de recursos por contas bancárias e o uso de empresas e bens registrados em nome de terceiros. Academia de Nova Ponte seria usada para lavagem de dinheiro de organização criminosa Ficco MG/Divulgação Grupo foi descoberto após prisão de investigado Quando "Tio Doni" foi preso, ele foi apontado como suspeito de participar do planejamento de um ataque contra um juiz da cidade. Desde então, ele permanece preso em uma unidade prisional de Campo Grande (MS). Com o avanço das apurações, a Ficco identificou que ele integrava uma estrutura criminosa que atuava no tráfico internacional de drogas, principalmente de cocaína proveniente da Bolívia, que seria distribuída no Brasil. A partir da investigação, os policiais também identificaram empresas, veículos e outros bens que, segundo a Ficco, estariam relacionados à estrutura patrimonial utilizada pelo grupo. Apreensões na operação Dinheiro Suado Ficco MG/Divulgação LEIA TAMBÉM: Homem é preso suspeito de abusar de criança de 8 anos Entenda perguntas feitas por policial que fingiu ser vendedora para resgatar mulher em cárcere Homem mata namorada asfixiada por acreditar que era traído Academia era um dos alvos da operação Entre os endereços investigados estava uma academia em Nova Ponte. Segundo a Ficco, o estabelecimento pertencia a Cristhian Thomas em sociedade com o sogro e teria sido utilizado para lavar dinheiro obtido com atividades criminosas. Durante as buscas, imagens divulgadas pela força-tarefa mostraram policiais federais encontrando dinheiro em espécie, um celular queimado e carros de luxo. A Justiça havia determinado o sequestro, o arresto e a indisponibilidade de ativos de até R$ 7,85 milhões. A medida atingia sete pessoas físicas e três empresas, além de prever o bloqueio de veículos e outras restrições patrimoniais. Operação Dinheiro Suado, realizada pela Ficco MG Ficco MG/Divulgação Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico transnacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme suas respectivas participações. A Ficco/MG é coordenada pela Polícia Federal (PF) e integrada pelas polícias Militar (PMMG), Civil (PCMG) e Penal (PPMG), além da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), atuando de forma conjunta no combate ao crime organizado em Minas Gerais. Prisão de Tio Doni em Uberlândia Na noite de 25 de novembro de 2025, "Tio Doni", apontado como integrante de uma organização criminosa, foi preso no apartamento onde morava, no Bairro Daniel Fonseca, após uma operação conjunta de inteligência que durou vários dias. O investigado tinha um mandado de prisão expedido pela 2ª Vara de Execução Penal de Mato Grosso do Sul e estaria escondido em Uberlândia após passar um período na Bolívia. Além disso, Cristhian Thomas Vieira também era suspeito de participar do planejamento de um ataque contra um juiz da cidade. Durante a ação, o homem teria arremessado uma arma de fogo pela janela, mas o armamento foi recolhido por equipes posicionadas na parte externa do prédio. A polícia afirma ainda que ele tentou destruir um celular, que também foi apreendido. Além da prisão, os policiais apreenderam uma pistola calibre .380, 13 munições, quatro celulares e três veículos de luxo avaliados em aproximadamente R$ 1 milhão, segundo a PM. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas e

FONTE: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2026/10/08/grupo-criminoso-ligado-a-dono-de-academia-investigado-por-trafico-de-drogas-movimentou-r-45-milhoes-em-6-meses.ghtml


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