Justiça converte para preventiva prisão de mulher suspeita de roubar e manter idosa em cárcere privado em BH
15/01/2026
(Foto: Reprodução) Mulher é presa após manter idosa em cárcere privado em bairro de BH
A Justiça converteu em prisão preventiva a detenção em flagrante de uma mulher de 48 anos, síndica de um prédio, suspeita de roubar e manter em cárcere privado uma idosa de 81 anos na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte. A decisão considera que há indícios fortes de autoria e materialidade do crime de roubo.
O caso foi descoberto após a gerente do banco, onde a idosa tem conta, entrar em contato com a sobrinha da vítima, alertando sobre movimentações financeiras atípicas. Segundo a família, estavam sendo realizadas compras com o cartão de crédito acima do padrão habitual e também vários pix, totalizando um valor de R$ 59 mil para a síndica, identificada como Patrícia Miranda Mesquita.
Preocupada, a sobrinha tentou falar diversas vezes com a tia, mas não conseguiu contato por telefone. Ela também foi até o apartamento da idosa, onde o porteiro informou que uma mulher havia orientado que a vítima não recebesse visitas, alegando que alguém estaria cuidando dela.
Sem conseguir contato, a família acionou a Polícia Militar. Os militares foram até o apartamento, conseguiram entrar no imóvel e encontraram a idosa sendo mantida em cárcere privado. De acordo com a polícia, a suspeita se aproveitava dos dados bancários da vítima e utilizava o cartão de crédito para realizar transações financeiras.
No momento do resgate, a idosa estava desacordada e apresentava hematomas nos braços. Ela foi encaminhada para o Hospital João XXIII. Conforme a ocorrência, há indícios de que a vítima teria sido dopada e agredida durante o período em que esteve sob o controle da suspeita.
Além de converter a prisão para preventiva, a decisão judicial determinou que a Promotoria de Defesa da Pessoa Idosa adote medidas para garantir a proteção e a segurança da vítima.
O que diz a defesa de Patrícia
A defesa de Patrícia Miranda Mesquita afirmou que as acusações são baseadas em uma versão unilateral dos fatos e nega qualquer prática criminosa. Segundo a defesas a suposta vítima ainda não prestou depoimento formal, o que, na avaliação da defesa, exige cautela em conclusões antecipadas.
Disse também que possui provas que contestam as acusações, como uma declaração escrita pela própria vítima, imagens do circuito de segurança do prédio, documentos e testemunhos de vizinhos, amigos e funcionários do condomínio. De acordo com a nota, esses elementos indicariam que Patrícia mantinha uma relação de cuidado e auxílio com a idosa, e não de exploração.
Os advogados também destacam que Patrícia tinha boa relação com os moradores do condomínio. A defesa afirma que seguirá adotando as medidas legais necessárias para o esclarecimento do caso.
A Polícia Civil de Minas (PCMG) informou que a suspeita foi conduzida e ouvida por meio da 2ª Delegacia de Polícia Civil/Centro, onde teve a prisão em flagrante ratificada pelo roubo majorado por manter a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade.
Após o depoimento, ela foi encaminhada ao sistema prisional, ficando à disposição da Justiça. As investigações vão continuar.
O g1 entrou em contato com a Segurança Pública (Sejusp) e aguarda retorno.
A mulher suspeita de cárcere privado era síndica de um condomínio, na Savassi.
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